Bucha plástica para freio torpedo/conta-pedal

Algumas bicicletas já vem de fábrica munidas de freio torpedo, que também é chamado de contra-pedal. Esse tipo de sistema é bastante prático, pois requer manutenção menos frequente e “limpa” a bicicleta de itens dos freios comuns: cabos, conduítes, freio ferradura/v-brake ou cantilever, manetes/alavancas de freio, etc. Se a bicicleta é utilitária ou para usar em zonas de muita areia (campo ou praia) a opção pelo freio torpedo é ainda mais indicada, pois o freio com sapata de borracha que toca o aro da bicicleta poderá (se sujo de areia) danificar muito a roda (“lixar”) e não ser eficiente.

 

Entretanto você também poderá montar uma bicicleta e optar pelo freio torpedo. Nesse caso, nem sempre a haste que prende o cubo de freio torpedo no quadro da bicicleta ficará justa. Existe uma braçadeira que prende a haste do cubo no quadro da bicicleta e se ela não ficar justa no quadro, haverá uma desconfortável folga na hora de forçar uma pedalada, ou de freiar. Como resultado haverá uma oscilação que poderá, com o tempo, danificar a superfície de contato da braçadeira com quadro, ou mesmo a junção do cubo com a gancheira.

 

Para resolver esse problema basta acrescentar uma bucha plástica dentro da braçadeira que prende a haste do cubo torpedo no quadro da bicicleta. Essa bucha nada mais é do que um pedaço de cano plástico que pode ser obtido dos seguintes materiais: conduíte de fios elétricos, canos de pvc ou mesmo rolo de bobina de papel de fax. Seja criativo e aproveite materiais! Na imagem é possível ver um exemplo dessa bucha feita de um pedaço de cano de conduíte de fios elétricos. As medidas podem variar conforme a necessidade da adaptação na bicicleta. No entanto é importante cortar um espaço no perímetro do cano que é para, com a pressão da braçadeira, possibilitar a retirada completa de qualquer folga.

The Folding Bike’s Boom: já comprou sua bicicleta dobrável?

Desde 2008 os ciclistas brasileiros cada vez encontram mais opções e novidades no segmento de folder bikes (bicicletas dobráveis). A tendência é mundial e grandes marcas estão investindo nessa categoria de bicicletas, desde aquelas marcas conhecidas de equipamentos esportivos até as automotivas. O que você precisa saber para comprar sua bicicleta dobrável?

A maioria dos modelos são compostos por rodas aro 20, o que garante maior conforto e segurança do que uma bicicleta com aro 16, que é uma bicicleta ainda mais compacta, mas mais suscetível aos buracos e irregularidades do terreno. Também existem as dobráveis aro 26, que são menos comuns. Encontramos com facilidade bicicletas fabricadas em aço, cromo ou alumínio. O preço irá variar conforme a configuração de peças do conjunto.

O peso de uma bicicleta dobrável aro 20 normalmente oscila entre 11kg e 13kg. Elas são ideias para serem transportadas até mesmo em bagageiros de carros populares, ou serem guardadas em espaços pequenos dentro de casa. Normalmente elas possuem marchas, o que garante a elas uma desenvoltura semelhante a uma bicicleta maior de roda aro 26.

É possível pedalar “na boa” a uns 15km/h de velocidade e chegar até mesmo aos 20km/h. São modelos ideais para distâncias médias de 15km, que normalmente são feitos entre 45 minutos e 1 hora, dependendo de sua velocidade. Como usuário desse tipo de modelo, recomendo. As únicas diferenças que o ciclista sentirá são: um pouco de desconforto (em relação a uma aro 26) e maior instabilidade (como ela é pequena, com roda e distância entre-eixos menor, torna-se mais “arisca”).

Como escolher e comprar uma bicicleta usada

Comprar uma bicicleta usada pode ser tanto um ótimo negócio, quanto uma dor de cabeça para o comprador. É que as bicicletas possuem peças que apresentam desgaste com o passar do tempo e uso. Dessa forma, você precisa avaliar o quanto de desgaste apresenta uma bicicleta e se o preço cobrado vale a pena, pois talvez seja preciso troca peças e isso poderá ser um prejuízo para o comprador desavisado. Por outro lado, se mesmo apresentando desgastes você acha que a bicicleta que está comprando “tem futuro” em uma reforma, então vale a pena. Veja alguns itens que o Cycle Web sugere cuidar na hora de comprar uma bicicleta usada.

 

QUADRO

+quando vale a pena comprar

O quadro é o “corpo da bicicleta”. Se você encontrou uma bicicleta usada com um quadro em bom estado de conservação, com o seu tamanho adequado, ou desenho raro e único e de uma marca conhecida, pode ser interessante comprar a bicicleta se baseando muito nesse item. Veja também se a pintura está boa ou se é seu interesse pintar o quadro com outra cor.

-quando não vale a pena comprar

Quando apresenta amassados, batidas e arranhões profundos, ou solda trincada ou rachada. Há quadros tortos (que sofreram queda) ou empenados (veja ele por diversos ângulos). Veja o grau de ferrugem para quadros de aço ou antigos. Veja se o movimento central (onde é preso o pedivela) possui rosca em bom estado de conservação.

 

RODAS

+quando vale a pena comprar

Outro item importantíssimo em uma bicicleta é o conjunto de rodas. Uma bicicleta usada pode ter rodas ótimas, leves e firmes. E ainda, estar montada com pneus com pouco ou médio desgaste.

-quando não vale a pena comprar

Tente mover a roda lateralmente e identifique se há folga no cubo (eixo). Veja o grau de desgaste dos raios, pois os mais simples oxidam com o tempo e será preciso trocar já que eles começarão a quebrar com mais facilidade. Gire a roda e veja se está bem alinhada e sem pulos ou descentrada.

 

MECÂNICA

+quando vale a pena comprar

Uma bicicleta, mesmo usada, poderá estar com a mecânica em bom estado de conservação e ter o pedivela, corrente, pinha, rolamentos e câmbios sem muito desgaste. Verifique se a marca dos câmbios é de boa qualidade e se é possível trocar as marchas sem problemas.

-quando não vale a pena comprar

Acione o freio da frente da bicicleta e tente movê-la para frente e para trás. Dessa forma será possível verificar se há folga no movimento de direção (onde o garfo é preso no quadro). Uma folga poderá ser apenas falta de regulagem, ou então demandará a troca dos rolamentos. Verifique se as engrenagens do pedivela ou da pinha apresentam desgastes muito fortes nos dentes. Eles precisam formar um “U” perfeito, mas se um dos lados (geralmente o lado esquerdo do “U” para quem vê) apresentar desgaste, então logo será preciso trocar essas peças.

 

DEMAIS ITENS

+quando vale a pena comprar

O banco (selim) é um item muito pessoal, pois cada corpo se adapta de forma diferente. Verifique se a bicicleta tem um selim adequado ou se você terá que trocá-lo. Também veja a qualidade das alavancas de freio e manopla (punhos, onde se segura no guidão).

-quando não vale a pena comprar

Veja se o guidão e avanço apresentam regulagem possível para sua altura. Se não, então será preciso trocá-los. Também veja o estado de conservação dessas peças e se estão harmoniosas com o conjunto da bicicleta. Se você pensa em trocar essas peças é bom avaliar o quanto será gasto nessa reforma e se vale a pena mesmo comprar essa bicicleta usada.

 

Por fim a principal dica que deixamos na hora de comprar uma bicicleta usada é procurar os desgastes das peças, mas também deixar que “seu coração” fale. Ouça seus instintos e sinta se você será feliz na nova bicicleta usada. Faça os cálculos das melhorias que pretende fazer e se está no seu orçamento. Peça a opinião de amigos. Mas também é bom lembrar que partir dessas reformas é possível personalizar a bicicleta e deixa-la bem ao seu gosto!

Adaptando rodas de tamanho diferente em sua bicicleta

Alguns ciclistas resolvem trocar o tamanho das rodas da bicicleta. Essa atitude pode ser motivada pela busca de melhoria na performance; adaptação de rodas modernas em quadros de bicicletas antigas, ou, busca de melhores opções no mercado.

A leitora do blog Cycle Web, Lívia, mandou uma sugestão de pauta. Ela adquiriu recentemente uma bicicleta antiga com aros mais raros que comportam somente pneus do tipo grosso (largo). Seu objetivo é tentar colocar rodas que comportem opções de pneus mais finos.

Elaboramos esse manual para auxiliar os leitores na “missão” de adaptarem rodas com novas dimensões em suas bicicletas.

SUGESTÕES DE ADAPTAÇÃO

  • Sempre é importante considerar nas medidas, também, o espaço que o novo pneu ocupará. A distância do eixo até a parede do aro mais a altura do pneu (se será fino ou grosso) deverá ser inferior à altura máxima da roda permitida no quadro.
  • Alguns quadros para aro 26 de mountaim bikes comuns comportam até mesmo um aro 27 com pneu “balão”. No entanto, será preciso instalar um novo sistema de freio (ferradura) em substituição ao cantilever ou v-brake. A nova roda/pneu passará “bem pertinho” do quadro.
  • Quadros de mountaim bike com freio a disco geralmente comportam aros 700 sem a troca do sistema de freios, pois esse não usa a parede do aro para a frenagem. Nesse caso hipotético as dimensões cabem na seguinte fórmula: 311mm (distância do eixo até a parede do aro 700) + em torno de 30mm (altura do pneu na roda no caso de se usar um pneu mais fino) = 341mm (que é inferior ao espaço permitido em um quadro desse tipo, em torno de 350mm).
  • Existe a chance de se trocar uma roda 26×1.1/2 (antiga) por uma 700 (moderna), talvez também trocando o sistema de freio (ferradura) por um menor que fique mais junto ao quadro e que tenha contato com a nova posição da parede do aro. Antes de trocar se certifique das medidas.
  • Quadros antigos para aro 27 tendem a sempre comportarem aros novos 700 sem a troca do sistema de freios. Mas a troca por rodas menores deve ser acompanhada com atenção, pois poderá propiciar a contato do pedal com o solo com mais facilidade, pois a altura total da bicicleta em relação ao solo também diminuirá.
  • Na dúvida conte com a ajuda de um bom mecânico de bicicletas ou um amigo que já tenha passado por essa experiência.

Diferenças entre os componentes de uma roda de bicicleta

Um dos itens mais importantes em uma bicicleta é o conjunto de rodas (pneus, aros, cubos, raios). Dessa combinação resultará um tipo de pedalada (mais leve ou pesada), bem como os limites de terreno que sua bicicleta estará aceitando. Na hora de escolher o tamanho da bicicleta (com rodas pequenas ou grandes) ou trocar seus pneus, avalie com reflexão o tipo de configuração que estará sendo montada.

Se precisar, clique na imagem para ampliar.